terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O mundo está acabando

Tem muita gente por ai acreditando mesmo que 2012 será o fim. No entanto, eu acredito que todo dia é o fim! o fim de um dia onde pessoas morrem de fome, o fim de um dia onde achamos que as coisas só acontecem longe de nós, enquanto nem percemos o quanto situações que passamos no nosso dia a dia também são terriveis e não fazemos nada.
O medo está tomando conta da humanidade. Medo de ser a próxima vítima das inúmeras formas de violência, medo de levantar a cabeça e lutar! e principalmente medo do fim! Tudo isso também me incomoda e muito, principalmente o medo de não saber por onde começar, mesmo sabendo que cada minuto pode ser fundamental.
Bom, vou terminando essa breve reflexão com um pedido: vamos fazer nossa parte o quanto pudermos e enquando podemos. O fim é todo dia.

Obrigada.

Transformação

Depois de ver uma série de documentários apresentados na tvbrasil chamado lutas.doc fico me questionando sobre uma série de situações cotidianas que não sei nem como posso descrever. Porém o que mais me incomoda é procurar soluções para essas aflições do dia a dia, como de maneira simples transformar minha rotina?
Meu maior desejo para 2010 é ampliar meus horizontes, saber escutar mais, aprender mais, discutir mais, mostrar que o mundo não é tão perfeito como colocam pra gente, que existem muito mais opções do que podemos enchergar, e que um dia podemos nos unir em uma só voz a favor de um mundo muito melhor do que esse que insistimos cotidianamente em aceitar.
Quero criar transtornos nesse novo ano! impulsionar quem estiver do meu lado a pensar para além de si mesma e praticar esse exercício todos os dias!!
Mudar o mundo é complicado, primeiro tenho que tentar mudar o meu mundo, dai quem sabe todos unidos possamos movimentar uma onda no oceano não é mesmo?

Feliz 2010, se é que seja possível!

domingo, 3 de janeiro de 2010

Vou sentir falta

Saindo um pouco do mundo das críticas e auto-críticas, essa minha postagem tem mais haver com o mundo universitário e especificamente com a minha turma. O que pretendo fazer aqui é um prévia do que pode acontecer na nossa formatura, afinal falta apenas 1 ano pra graduação acabar.
Quando penso que falta tão pouco tempo para nossa turma seguir seu rumo, cada um para um lado, tentando sempre manter um contato, mesmo que eletrônico, sei que algumas vão ficar pelo caminho e que outras pessoas eu vou levar guardada para sempre no meu coração e nas lembranças de como cada uma foi importante da sua maneira para a minha vida.
Falando um pouco da instituição, eu acho que também vou sentir falta, por mais que ainda falte uma comunicação maior entre os cursos, com outras universidades, com outros professores, e até mesmo entre os próprios alunos. Uma coisa que também vai me fazer sentir falta da faculdade são os assuntos que surgem do nada, sobre o qual debatemos horas a fio sem perceber que estamos cada vez mais nos tornando profissionais, e isso realmente me deixa feliz. Contudo, o que com certeza vai me deixar muito triste é o enquadramento que algumas pessoas vão ter, no formato e modelo da faculdade, sem conseguirem pensar outros assuntos que interferem diariamente na sua vida, mas que passa desapercebido, na verdade eu tenho mesmo é muito medo de que isso aconteça comigo!
Falando agora do que vou sentir falta no meu dia-a-dia na faculdade, posso começar com coisas no geral como as cochiladas do Gui nas aulas, a galera falando sobre a vida sexual na aula de sociologia sobre Foucault, na repressão sofrida e exercida pelo Fabrous nas discussões, nas conversas da Nina (com seu sutaque paulista meu..) e da Nandinha Barrense sobre as baladas enquanto eu e Babiska pensávamos na prova de Ciência Política (A Lú sempre chegava atrasada e opinando, mas sempre foi e será uma grande amiga, mesmo com seus ataques por causa do CA). Vou sentir muita falta também do Piriquito e seu pandeiro fazendo rimas que ninguém merece (huahuahauhuahuah), do Flávio falando "pô!pô" e nunca terminando o raciocício, da Xuxu e Pandão (meu exemplo) me chamando de Rozane, o Tulhão/Putão me chamando de Roseane mesmo não entendendo nada que ele fala quando bebe, da Aninha e eu cantando vários "sucessos" das antigas nas aulas de HBR I, da Flavinha dizendo "Hô, você é meu orgulho!"....
Enfim, as viagens também foram bem marcantes, a Anpocs que o diga né não? E a FLIP? Vivas o XV de Piracicaba...huahuahuahua, além da 180 meu....
Pois é né...vou sentir muita falta das conversas/discussões/estudo nas salas de estudo, dos amiguinhos de outros cursos, pelos quais tenho grande apreço, das faranis em dias de sol e também de chuva, dos mestres que mandam agente ler ternamente sem parar, de alguns em específico, que nos proporcionam a chance de ir além do que o texto tem a dizer, e até mesmo aqueles que ainda acreditam de que tudo que os autores dizem são verdade absoluta!
Posso dizer então, que fiz muitos amigos, sendo eles meus amigos de curso ou não, as tias da limpeza, o Silas e a Maria da Farani, que me fazem ser alegre e divertida do jeito que dizem que sou, pois o que seria de mim sem pessoas que me marcaram? cada uma do seu jeito? até mesmo amigos que ficaram para trás, ficam comigo sempre, nas minhas lembranças e no meu coração. Por isso, quer aproveitar para agradeçer a todos esses, que me fizeram rir, chorar, comparilhar, abraçar,conversar,crescer e simplesmente amar!
Fica registrado aqui meus sinceros votos de um 2010 maravilhoso e cheio de grandes estórias para contar e compartilhar, com sorrisos e alegria sempre!!
Muito obrigada aos meus amigos!!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Natal.

Pois é, hoje é natal né?? Acho que essa é a época em que fico mais reflexiva e penso: Caramba, como o tempo passou rápido e o que foi que eu fiz?? Acho até que essa nostalgia não é só minha, mas de muita gente!
Enfim, hoje estava pensando nessa data especial que é o Natal, e embora muita gente não lembre é o nascimento de Jesus, aquele que veio ao mundo para salvar a humanidade. O que me faz refletir o que diz a música " Quem me dera ao menos uma vez entender como um só Deus ao mesmo tempo é três, e esse mesmo Deus foi morto por vocês, sua maldade então deixar um Deus tão triste". Acho que deixamos Deus realmente muito triste quando somos indiferentes com as outras pessoas. Contudo, o que me deixa realmente intrigada é saber como Deus pode deixar existir tantas contradições que faz tanta gente sofrer.
Minhas questões podem parecer bobas ou esquisitas, mas pra quem só viu a vida toda apenas um lado da moeda é mais difícil perceber o quanto é importante ter conversas e devaneios sobre esses assuntos, inclusive sobre não encontrar soluções para as questões. Acho mais incrível o quanto me julgam por pensar! isso mesmo, as pessoas não querem enchergar que o mundo é muito mais complicado do que parece.
Depois de tantas complicação, eu fico a pensar. O que melhorar e mudar em 2010 do que foi feito em 2009? Eu sei que todo mundo pede muita paz, amor e saúde. Porém, esse ano vou fazer difentente, vou pedir muito mais que isso, vou pedir para conseguir mobilizar as pessoas em prol de um mundo melhor e mais justo, fazendo isso da minha maneira, não como exemplo, mesmo por que estou muito longe disso, mas para que todos possam ver que somos sim capazes de sempre fazer o melhor, se fizermos com amor!
Espero também que as pessoas acreditem que "Quem acredita realmente sempre alcança"!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Sim ou Não

Hoje foi um dia peculiar para mim. Começei conversando com um amigo sobre a consciência das pessoas sobre o que acontece com elas e terminei com alguns amigos da faculdade cujo os assuntos foram variados. Contudo, o que mais me chamou atenção,foi o fato de o quanto "o lugar" de onde falamos faz toda diferença no nosso discurso.
Num primeiro momento percebi que a diferença entre nossos pontos de vista estava na posição na qual estávamos, confortados com nosso mundo bom, onde podemos desfrutar bem ou mal dos princípios básicos de educação, vestimenta e moradia. Porém, outra diferença estava no fato do movimento social ser colocado não como uma participação do povo em prol de um benefício de todos, mas sim como pessoas que se unem para invadir terras produtivas de um capitalista que está mais preocupado com o seu lucro do que com seus trabalhadores que passam por necessidade debaixo do seu nariz.
Nesse caso, não chegamos a um fim, porém a frase que me chamou mais atenção foi a de que "o empresário chegou lá por esforço ele não tem culpa de que o governo não faz a reforma agrária ou algo parecido". Até concordo que o empresário pode ter chegado lá através de muito trabalho, mas acho que esquecemos de contar os meios pelo qual ele conseguiu. Talvez nesse caso Maquiavel tenha razão "Os meios justificam os fins" ou não né.
Outro fato curioso que me ocorreu, aconteceu sem que eu me desse conta, já que estávamos entre amigos e conversando sobre fatos da vida. Contudo, um menino chegou pedindo para comprar chicletes, foi ai que começou minhas indagações. A questão que me coloquei foi a de contribuir com o sistema sim ou não? Minha "pulga atrás da orelha" se deu pelo fato de não saber o que será feito com o dinheiro, a mãe vai pegar? ele vai cheirar? vai comprar comida? Essas são questões que talvez nunca tenhamos respostas.
Pode parecer um pouco estranho, mas isso me faz lembrar um trecho de uma música que diz " Enquanto os flashes miram a coluna social/O menor no sinal/É filho de um sistema desigual". Acho que é isso mesmo que acontece sabe, mas a questão não é essa, o problema é como solucionar, como costumam dizer "o buraco é mais em baixo", é isso mesmo, tá na base. Enquanto ficarmos achando que "ser bem sucedido é ter um Audi A3" e ficar por isso mesmo, tudo continuará na mesma.
As lições de hoje estão muito mais relacionadas com a percepção do quanto o "o lugar e a maneira" com que se trata os assuntos fazem toda diferença no discurso que se faz, além de também aprender que " nasce de você a revolução/sufocada atrás da inércia". Tem que partir de nós a motivação de discussão, de amplificação da forma de pensar, por que além de chuva meu irmão, nada cai do céu.

Em crise

A vida toda pensei que tudo era assim, por que sempre foi assim. Depois de um final de semana de intensas discussões sobre o que realmente significa o mundo e suas contradições me dei conta de que tudo é muito mais do que se impõe pela e para a sociedade.
Ao me deparar com um “choque” de “realidade”, percebi que o que me aflinge é tentar descobrir uma saída para tantas questões que são a tempos discutidas, sem que se encontre uma solução. Porém, minha grande dúvida é: como eu posso mudar no meu dia a dia o mundo? Não que este signifique o todo, mas na minha concepção como uma parte de um todo. Essa questão me faz ver como até mesmo nas minhas relações mais próximas as coisas poderiam ser diferente, se todos pudessem ser submetidos a esse “choque” que sofri.
O que me assusta é ver como que eu não posso dar valor a coisas tão simples, que um dia podem deixar de me pertencer como a água, um colchão, uma comida. Acho mesmo que o ditado tem razão, “só damos valor às coisas depois que as perdemos”. O impressionante é que mesmo assim, passo o dia olhando para as outras pessoas vendo como eu e elas somos indiferentes a tantas coisas que poderiam ser diferentes, como por exemplo as crianças que passam o dia pedindo dinheiro na rua, enquanto estamos mais preocupados em qual filme assistir amanhã, ou qual será minha próxima viagem.
Já entendi que se continuar com essas reflexões posso ficar paranóica, mas não tenho medo de ser interpretada como “revolucionária” ou “filósofa” de mais, mesmo por que sinto que não sou, por que acho muito mais confortável ficar aqui escrevendo para ninguém meus devaneios do que gritá-los para o mundo. Meu medo mesmo é não conseguir prever se um dia, da minha maneira, vou conseguir impactar alguém com essas reflexões.
Enfim, o meu objetivo de hoje em diante é fazer o máximo que puder para que as pessoas consigam enxergar o mundo de uma maneira diferente, mesmo que divergente da minha, aliás acho que isso seria ótimo. O importante é que as pessoas reconheçam que é como diz a física, nem sempre todas as mudanças são para a melhor, mas que tudo depende do ponto de vista.